Aconteceu...
Apesar do mau tempo não contribuir para motivar a galera,
quem foi se divertiu.
No sábado os monotipos; mar grande, vento sul/sueste
favorecendo quem “achasse” ou se encontrasse com ele primeiro, aliás, como
sempre...
Saída conjunta é uma M&*#@!!!
Suduka piscou e foi apagado por um improvável Finn, daí que
ficamos amargando uma sombra muy amiga,
ficando cada vez mais para trás do pelotão dos Snipes...enquanto isso Zen Rumo escapava numa orça solitária
para achar a 1ª rajada e abrir grande vantagem. Na hora teve gente que querendo
dar uma de polvo Paul, prognosticou: “Essa a Valéria já ganhou...”
Como regata só se ganha quando
se cruza a linha, Mareio veio aos poucos
, mansamente, e antes de chegar na bóia do canal já cambava na frente da
flotilha, ZR logo atrás. Com Saci fungando no cangote, correram
juntos por baixo acompanhando Mareio
em direção ao Morro da Viúva. Atrás Vô
Tão do Camaradinha tendo Ana na proa tentava de tudo para recuperar o
atraso, tentou até ir por fora da barra para pegar onda na barra pequena, mas
nada ganhou, ficou brigando com Suduka
mais perto da Urca, no bordo do
desespero conferindo a toda hora se havia lixo no leme a espera da rajada vencedora
entrar e descer na hora certa tentando a
sorte, daí que estávamos de emparelhados empacamos num buraco de vento enquanto
víamos lentamente os ponteiros mais a sota pegar a rajada 1º e irem embora novamente. Acabou prevalecendo o resultado da 1ª bóia.
O resultado?! Prefiro não comentar...Mas o evento foi
legal!!
Valeu Mareio, Dingue Bell e Laborare est orare, que vieram de Niterói prestigiar a regata e
ganhar preciosos pontos para o CNC nas suas classe para a Copa Interclubes.
Domingo foi o dia dos Optimist
e dos Sub 24. Com o tempo um pouco
melhor, suficiente para vencer a preguiça e encarar o frio daí, mais barcos!
Foram treze oceanos e os quase 30 Optimists enchendo de
velas a enseada transformada em palco com cenário de postal.
Apesar de saber do Sophos
estar travado pelo casco sujo, fui convencido pela tripulação a não pular para raspar e como estava frio e a
água imunda, não insisti, me resignei a sermos só um participante - espectador.
Percebi porem durante o percurso que Sophos resmungou em surdina o tempo todo,
mas educado não deixou transparecer.
A saída novamente conjunta serviu para acirrar ainda mais a
competitividade já que tínhamos
representantes das principais classes de Sub 24 vindos de Niterói e da Ilha.
Depois do retardamento hasteado para esperar a chegada das
velas que víamos na boca da barra, foi finalmente dado inicio as 13:30 aos
procedimentos de largada, cancelada na hora da saída. A chamada geral
surpreendeu a todos, provavelmente por a CR ter visto uma tartaruga atravessando
a raia, sei lá, ou eles estavam querendo
ensaiar a flotilha, acho!
Nova saída , faltando uns 30 segundos e bem posicionados junto a comissão, estávamos prontos para fazer bonito ao menos na foto da
largada. Foi quando vimos por barlavento entrando de paraquedista, de traves
entre nós e a CR um BRA 23...Como
anfitriões e sabedores da pouca competitividade
do Sophos nesse dia, cavalheirescamente
abrimos espaço arribando em cima do Tala
da Escola de Vela do clube deixando a professora Rosane e seus alunos de olhos
esbugalhados, o mesmo com Rafael e Hugo, nossos dois tripulantes convidados. Foi, para
nós do Sophos, a única emoção forte de regata. Assim que o paraquedista cambou, fomos
atrás de pista livre para acompanhar de
longe a flotilha que se dividiu entre o inalcançável líder que se foi com seu balão de través forçado e seus perseguidores, o bolo do meio disputando
enquanto nós víamos tudo a distancia, sem grandes emoções a não ser da velejada
gostosa e o aprendizado para os estreantes.
Estava sendo um passeio
tranqüilo até a hora que ouvimos um estrondo. Nada víamos, mas
escutávamos a seqüência de batidas menores no casco como se algo estivesse
rolando no fundo, até que de repente
subiu a peça quase inteira...Havíamos
batido numa enorme tora submersa. Por sorte não estávamos no nosso melhor
desempenho, com o casco sujo nos arrastávamos. Foi, para os alunos participantes do projeto Baía
Nossa de Guanabara, uma apresentação bem real das ”surpresas” que podemos
encontrar nesse navegar em águas tão poluídas onde nem o vulto enorme da tora deu para enxergar e que pela porrada, podia ter furado o casco. A construção antiga com
reserva técnica de segurança garantiu o tranco.
Chegamos à poita suave como havíamos partido, mais uma vez
levando o motor para passear.
E os novos iniciados com outras histórias para contar, de diferentes pontos
de vista, a dos embarcados.
Bons Bordos!


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