terça-feira, 20 de julho de 2010

111 anos do Guanabara



Aconteceu...
Apesar do mau tempo não contribuir para motivar a galera, quem foi se divertiu.
No sábado os monotipos; mar grande, vento sul/sueste favorecendo quem “achasse” ou se encontrasse com ele primeiro, aliás, como sempre...
Saída conjunta é uma M&*#@!!!
Suduka piscou e   foi apagado por um improvável Finn, daí que ficamos amargando uma sombra muy  amiga,  ficando cada vez mais para trás do pelotão dos Snipes...enquanto isso Zen Rumo escapava numa orça solitária para achar a 1ª rajada e abrir grande vantagem. Na hora teve gente que querendo dar uma de polvo Paul, prognosticou: “Essa a Valéria  já ganhou...” 
Como regata só se ganha quando se cruza a linha, Mareio veio aos poucos , mansamente, e antes de chegar na bóia do canal já cambava na frente da flotilha, ZR logo atrás. Com Saci fungando no cangote, correram juntos por baixo acompanhando Mareio em direção ao Morro da Viúva. Atrás Vô Tão do Camaradinha tendo Ana na proa tentava de tudo para recuperar o atraso, tentou até ir por fora da barra para pegar onda na barra pequena, mas nada ganhou, ficou brigando com Suduka mais perto da Urca,  no bordo do desespero conferindo a toda hora se havia lixo no leme a espera da rajada vencedora entrar e descer na hora certa  tentando a sorte, daí que estávamos de emparelhados empacamos num buraco de vento enquanto víamos lentamente  os ponteiros  mais a sota pegar a rajada 1º e  irem embora novamente.  Acabou prevalecendo o resultado da 1ª bóia.
O resultado?! Prefiro não comentar...Mas o evento foi legal!!
Valeu Mareio,  Dingue Bell e Laborare est orare, que vieram de Niterói prestigiar a regata e ganhar preciosos pontos para o CNC nas suas classe para a Copa Interclubes.
Domingo foi o dia dos Optimist e dos Sub 24. Com o tempo um pouco melhor, suficiente para vencer a preguiça e encarar o frio daí,  mais barcos!
Foram treze oceanos e os quase 30 Optimists enchendo de velas a enseada transformada em palco com cenário de postal.
Apesar de saber do Sophos estar travado pelo casco sujo, fui convencido pela tripulação  a não pular para raspar e como estava frio e a água imunda,  não insisti,  me resignei a sermos só um participante - espectador. Percebi porem durante o percurso que  Sophos resmungou em surdina o tempo todo, mas educado não deixou transparecer.
A saída novamente conjunta serviu para acirrar ainda mais a competitividade  já que tínhamos representantes das principais classes de Sub 24  vindos de Niterói e da Ilha.
Depois do retardamento hasteado para esperar a chegada das velas que víamos na boca da barra, foi finalmente dado inicio as 13:30 aos procedimentos de largada,   cancelada na hora da saída. A chamada geral surpreendeu a todos, provavelmente por a CR ter visto uma tartaruga atravessando a raia, sei lá,  ou eles estavam querendo ensaiar a flotilha, acho!

Nova saída , faltando uns 30 segundos e bem posicionados  junto a comissão, estávamos  prontos para fazer bonito ao menos na foto da largada. Foi quando vimos por barlavento entrando de paraquedista, de traves entre nós e a CR  um BRA 23...Como anfitriões  e sabedores da pouca competitividade do Sophos nesse dia, cavalheirescamente abrimos espaço arribando em cima do Tala da Escola de Vela do clube deixando a professora Rosane e seus alunos de olhos esbugalhados, o mesmo com Rafael e Hugo,  nossos dois tripulantes convidados. Foi, para nós do Sophos, a única emoção  forte de  regata. Assim que o paraquedista cambou, fomos atrás  de pista livre para acompanhar de longe a flotilha que se dividiu entre o inalcançável  líder que se foi  com seu balão de través forçado e seus  perseguidores, o bolo do meio disputando enquanto nós víamos tudo a distancia, sem grandes emoções a não ser da velejada gostosa e o aprendizado para os estreantes.
Estava sendo um passeio  tranqüilo até a hora que ouvimos um estrondo. Nada víamos, mas escutávamos a seqüência de batidas menores no casco como se algo estivesse rolando  no fundo, até que de repente subiu a peça  quase inteira...Havíamos batido numa enorme tora submersa. Por sorte não estávamos no nosso melhor desempenho, com o casco sujo nos arrastávamos. Foi,  para os alunos participantes do projeto Baía Nossa de Guanabara, uma apresentação bem real das ”surpresas” que podemos encontrar nesse navegar em águas tão poluídas onde  nem o vulto enorme da tora  deu para enxergar e que  pela porrada,  podia ter  furado o casco. A construção antiga com reserva técnica de segurança garantiu o tranco.
Chegamos à poita suave como havíamos partido, mais uma vez levando o motor para passear.
E os novos iniciados com outras  histórias para contar, de diferentes pontos de vista, a dos embarcados.
Bons Bordos!