quinta-feira, 29 de abril de 2010

Reporter por um dia...

Como esse espaço passou a ser das manifestações do Sophos, me achei na obrigação de transcrever a mensagem que postei no grupo de Vela-RJ, do qual faço parte e que gerou uma serie de respostas ao apelo, das quais repasso os links que surgiram junto. Espero que entendam!


Bom dia!!
Hoje acordei de um jeito estranho, isso sempre acontece quando tenho noite mal dormida... 
Foi o Sophos reclamando...e como ele reclamou!!
Ele de vez em quando aparece no meio dos sonhos para me passar recados e dicas, dessa vez foi só reclamação. 
Primeiro dizendo ter sido iludido, de eu ter criado falsas expectativas....
- Ele bem sabe que não é verdade, mas gosta de reclamar, parece até alguem que conheço bem...Ele já sabe que minha preferência é por correr de Suduka, seu alter ego competivo, o seu rival  Snipe. Nunca o enganei, ele é que se iludiu imaginando que com todos os tratos a ele dispensado nas vésperas do estadual de Veleiros 23 eu não iria deixa-lo preso na poita enquanto as regatas aconteciam lá em Niterói. Mas a infeliz coincidência de datas do calendário me forçaram a isso. Tentei justificar argumentando que mesmo que quisesse, ele havia perdido todas as talas na ultima regata de vento um pouco mais forte que participamos. Não adiantou!! Mais reclamações aconteceram pelo fato de ter postado a ultima msg aqui nessa lista pedindo noticias dos Dingues e esquecendo dos seus "primos" no estadual da classe.
Assim logo que acordei vim aqui tentar me redimir, corrigindo o esquecimento de um velho navegante quando escreve de barriga cheia de carnes e cervejas: 
Por favor amigos, salvem minhas próximas noites, escrevam sobre o estadual de V23, e de quebra também sobre os R22,   Bra 23 ,  V22 . E lógico os causadores dessa ciumeira toda, os Dingues .
Dêem dicas do caminho para ver as sumulas...
Sejam repórteres por um dia!!
[ ]s e tomara que tenha vento, bons ventos...
MarioEugenio

fotos:

e videos
25/04/3020

21/04/2010
  fotos do Estadual de Dingue


quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sophrendo na Poita




Apreendendo e sofrendo na poita*.

O passar do tempo é infatigável, pensava Sophos  preso as suas amarras girando ao sabor das rondadas do sudoeste, o vento das frentes frias  que de tempos em tempos castiga a cidade que abriga a poita, com diferentes graus de intensidade.
Desta vez foi pura furia, pois alem do  tamanho do pé d’água inundante veio como convidada inoportuna, uma ressaca de grandes e previsíveis proporções.
O quase caos vivenciei de perto. Surfei  ondas abissais quase colado as bordas de concreto da enseada. Se as amarras da poita não tivessem resististido e eu fosse à garra, se um cabo soltasse ficaria ao sabor da natureza sem comando, e caso desse costado alhures, poderia não estar aqui para contar essa e muitas  das estórias entrecortadas que já ouvi do acontecido, nos relatos dos barqueiros que passam próximos, indo e voltando das pescarias e suas aventuras pessoais.
Esse é o momento que tenho para agradecer a um dos meus atuais donos, o mais velho, que realmente se preocupa comigo. Soube, de ouvir dizer, que ele estava aflito no meio de uma aula, preocupado antes de acontecer (dos males da informação), mas sabia que pouco havia a fazer a não ser confiar na previdência de já ter feito um bom serviço.
Durante os dias até tirava onda, pois todos ficavam a nos olhar na torcida para que agüentássemos o tranco. Os mais preocupados, os donos de barcos apareceram durante o período e foram visto roendo unhas e acendendo velas. Foram duas noites sem descanso, tementes todos, sem saber se estávamos sendo vigiado no caso de qualquer encrenca acontecer. A torcida era para o celular não tocar, para não trazer noticia ruim.
Nem precisava, foram tantas que se sucederam nos meios mais que nunca comunicativos, tudo por conta dos desvios, do despreparo, da avalanche de  incompetência que mataram incautos, vitimas da imprevidência, do deixar rolar para ver como é que fica...E no final, sempre fica mal!
Malfeito, maldito feito.
Graça as ocupações desregradas dos desassistidos cuja má sorte se  evidenciou a custa de suas vidas, em mais um retrato triste do que permitimos fazer ao meio ambiente que habitamos. É duro, mas é a lei de talião, do  olho por olho, dente por dente, do aqui se faz aqui se paga. É a Natureza x Humanidade! Uns pagam com a vida desperdiçada, outros com a culpa acumulada que restará na historia por conta das incompetências havidas...
Tudo se liga, é uma grande teia que se interconecta. As escolhas de rumo, que fazem os homens e seus destinos . O como chegam é que revela a sabedoria de cada um dos pontos dessa rede.
As águas que rolam, não voltam, são sempre outras, mais ou menos previsíveis, elas movem moinhos, arrastam lixo, derrubam casas, destroem sonhos.
É inexorável, todos os rios correm para o mar.  Que  tudo recolhe.
Nesse mar navegamos, desviando dos obstáculos , evitando as turbulências possíveis . A vida é o mar e o viver impreciso. Por garantia de um sono tranqüilo, prepare antes uma boa poita. E fique atento as variações do tempo. Para se ter esperança é necessário antes ter confiança no caminho feito!


Sophos, sempre em busca dos Bons Bordos...




*poita; substantivo feminino 
1 Rubrica: termo de marinha.objeto pesado que faz as vezes de âncora em embarcações miúdas; pandulho
2 peso de ferro, chumbo ou pedra, utilizado no espinel; chumbado
3 pessoa indolente