Domingo fui de Suduka, com Valéria de proeira, já que o Zen Rumo permanece “parado para reformas”. Estava toda cheia de si pois tinha finalmente aprendido a cambar na proa e repetia isso toda hora, orgulhosa ficava querendo se mostrar, ao mesmo tempo, toda revoltada de só ter apreendido agora...
Um intenso vento Norte soprava naquela hora da pré largada com direito a carnerinhos formados mais pela maré enchente, que contrária a brisa forte de rajadas, encapelava o mar. Aguardávamos estolados os procedimentos iniciais. Tudo acontecia embolado como sempre nas regatas comemorativas, varias classes saindo junto na mesma raia mal orientada, pois quase se dava para ir na bóia de barlavento num bordo só. A atenção nessa hora da largada é primordial. Caso contrario, vai sair correndo atrás!!
Foi um festival de confusões avistadas pelo caminho e algumas cambadas em negativas úteis, só para se manter andando em pista livre.
No ultimo popa estávamos logo atrás dos ponteiros, no meio do bolo da frente, cambamos atrapalhados a ultima bóia de sotavento para ir de contravento rumo a chegada, com o Paquetá do Praça fungando nos cangotes...Seguíamos rumo a linha de retranca a esquerda e mantínhamos a situação sob razoável controle, quando por gula, ansiedade ou ambição achei ter visto uma rajada entrando a barlavento, o Grande Erro do dia!!
Cambei na negativa, largando os dois adversários que agradecidos foram embora sem dizer adeus.... Direto rumo à linha de chegada.
Quando cambamos de volta já voltamos longe atrás, acima do lay line, então, foi aí que o menos experiente deles veio dar um “confere”, cruzou uns dez metros da nossa proa cambando no nosso través.
Foi a chance de recuperar ao menos uma das duas classificações perdidas, folgamos um pouco as velas e aceleramos por baixo. Foi o bastante, chegamos em quinto.
Assim, praticando e errando, aprendizados se assimilam, otimizam-se os percursos a serem percorridos.
E La Nave va...
Bons Ventos!!
Com gente no cangote, não se arrisca nem sob a maior das certezas, e sim, marca-se! Veleja-se em função dos de trás, ainda mais tão próximo de chegar.
ResponderExcluirSW