Um erro de observação, um caminho incerto, um atraso no
percurso. É da vida!!
Diz-se que o jogo das regatas é onde ganha aquele que
consegue errar menos, as falhas que acontecem e são corretamente assimiladas é
o que fica; o aprendizado do dia!
No sábado Sophos
partiu as 11:00 para regata de aniversario dos 90 anos do Iate com um casal de
amigos, Julia eterna proeira do Suduka, e Mateus, seu capitão-do-mato.
Partimos as 12:00 em
ponto vociferando contra a decisão da CR em escolher o percurso 2, sempre contra a maré e com vento fraco , ir
até a Rasa e voltar a tempo de comer churrasco...
No meio de quase uma centena de barcos dos mais variados
tamanhos e podere$, escolhemos uma saída cautelosa longe dos engarrafamentos
das bóias, saindo com seguimento, pista livre rumo a barra pequena. Um vento Sul
fraco predominava titubeante. A flotilha toda buscando saída pela barra
pequena, buscamos sair no melhor ponto, protegidos da maré pela ilha da Laje e
dando o bordo final quase encostado nas pedras, com retranca a direita.
Um barco solitário desprendeu-se de todos e atravessou
saindo encostado a fortaleza do lado de Niterói. (Não é o da foto, bem entendido!)
Sempre negociando com
os demais, procuramos nos encostar para o lado do Pão de Açucar, foi que vimos pela
1ª vez nosso adversário direto entre os V23, o IntiRaimi, passou cruzando por
traz. Esticou mais para dentro e quando voltou já estava na nossa frente.
Esquentou o pega. O vento, um sul intranqüilo anunciava a rondada para leste já
avistada ao longe naqueles barcos que saíram atrás daquele esperto solitário, em
disparada para não mais serem alcançados. Foi a partir daí outra regata. Aqueles
poucos que se jogaram mais a esquerda e a grande maioria que se arrastava junto
a ilha de Cotunduba. Já tínhamos recuperado a posição de barlavento em relação
ao “inimigo “ direto quanto baixou a
ansiedade, causa direta do Grande Erro do dia. Rumávamos mesma amuras em
direção leste , retranca a esquerda, num
sul titubeante e de olho no leste que já tinha entrado para os mais espertos. O
vento fraco aumentava a adrenalina da decisão e no primeiro bafo da esperada rajada de leste, cambei de volta para o buraco onde acabei afundando
nossas pretensões na regata.
A partir daí foi mais o passeio de ir à Ilha Rasa com
vento de 12/13 nós com direito a balão quase na entrada da barra,
e a forte maré vazante retardando o avanço.
Chegamos as 17:25 os últimos
antes da CR recolher ferros, na hora limite. Ainda havia bastantes barcos
atrasados para o churrasco. Pelo esforço desprendido, meio mareados desistimos
de ir a confraternização, onde esfomeados encontraríamos só aqueles que
chegaram antes, por competência ou por esperta desistência dos conhecedores dos seus
limites...
Pô, eu fui solitário (e atrasado) e não consegui sair do reme-reme ali da barra... fica para a próxima. Belo relato.
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