segunda-feira, 15 de março de 2010

Analogias básicas.







Disse o poeta, “Navegar é preciso, viver não é preciso!”
Um erro de observação, um caminho incerto, um atraso no percurso. É da vida!!
Diz-se que o jogo das regatas é onde ganha aquele que consegue errar menos, as falhas que acontecem e são corretamente assimiladas é o que fica; o aprendizado do dia!
No sábado Sophos partiu as 11:00 para regata de aniversario dos 90 anos do Iate com um casal de amigos, Julia  eterna proeira do Suduka, e Mateus, seu capitão-do-mato.
Partimos as 12:00  em ponto vociferando contra a decisão da CR em escolher o percurso 2,  sempre contra a maré e com vento fraco , ir até a Rasa e voltar a tempo de comer churrasco...
No meio de quase uma centena de barcos dos mais variados tamanhos e podere$, escolhemos uma saída cautelosa longe dos engarrafamentos das bóias, saindo com seguimento, pista livre rumo a barra pequena. Um vento Sul fraco predominava titubeante. A flotilha toda buscando saída pela barra pequena, buscamos sair no melhor ponto, protegidos da maré pela ilha da Laje e dando o bordo final quase encostado nas pedras, com retranca a direita.

Um barco solitário desprendeu-se de todos e atravessou saindo encostado a fortaleza do lado de Niterói. (Não é o da foto, bem entendido!)
 Sempre negociando com os demais, procuramos nos encostar para o lado do Pão de Açucar, foi que vimos pela 1ª vez nosso adversário direto entre os V23, o IntiRaimi, passou cruzando por traz. Esticou mais para dentro e quando voltou já estava na nossa frente. Esquentou o pega. O vento, um sul intranqüilo anunciava a rondada para leste já avistada ao longe naqueles barcos que saíram atrás daquele esperto solitário, em disparada para não mais serem alcançados. Foi a partir daí outra regata. Aqueles poucos que se jogaram mais a esquerda e a grande maioria que se arrastava junto a ilha de Cotunduba. Já tínhamos recuperado a posição de barlavento em relação ao “inimigo “ direto  quanto baixou a ansiedade, causa direta do Grande Erro do dia. Rumávamos mesma amuras em direção leste , retranca a esquerda,  num sul titubeante e de olho no leste que já tinha entrado para os mais espertos. O vento fraco aumentava a adrenalina da decisão e no primeiro bafo da  esperada rajada de leste, cambei  de volta para o buraco onde acabei afundando nossas pretensões na regata.

A partir daí foi mais o passeio de ir à Ilha Rasa com vento  de 12/13 nós  com direito a balão quase na entrada da barra, e a forte maré vazante retardando o avanço.


Chegamos as 17:25  os últimos antes da CR recolher ferros, na hora limite. Ainda havia bastantes barcos atrasados para o churrasco. Pelo esforço desprendido, meio mareados desistimos de ir a confraternização, onde esfomeados encontraríamos só aqueles que chegaram antes, por competência ou por esperta desistência dos conhecedores dos seus limites...

Um comentário:

  1. Pô, eu fui solitário (e atrasado) e não consegui sair do reme-reme ali da barra... fica para a próxima. Belo relato.

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